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Robô advogado: ele vai acabar com a advocacia atual?

A tecnologia está mudando radicalmente o perfil do advogado e a prestação de serviços jurídicos tanto no setor público quanto no privado. Ferramentas que permitem a automatização de processos rotineiros já fazem parte da realidade de algumas empresas do ramo. E não estamos falando de softwares ou sistemas de gestão. O impacto está sendo promovido pela atuação de um mecanismo tão fascinante quanto polêmico: o robô advogado.

Desenvolvido para dar mais agilidade à execução das mais variadas tarefas, essa tecnologia é capaz de ir muito além das tarefas operacionais. Graças à inteligência artificial e aos processos de aprendizado (machine learning), o robô advogado pode interpretar casos e documentos além de buscar respostas e argumentos que serão fundamentais no trabalho dos profissionais da área.

Neste artigo, vamos explicar o que é robô advogado e como ele está transformando a prática jurídica. Acompanhe!

O que são os robôs advogados?

O robô advogado é um dispositivo de inteligência artificial desenvolvido para executar atividades jurídicas de forma autônoma ou programada. Ele realizar tarefas de baixa complexidade, análise de grande volume de dados e até mesmo consultorias. A aplicação desse tipo de solução é abrangente: atende às necessidades tanto do sistema judiciário quanto dos escritórios de advocacia, cartórios e outras entidades privadas.

Em todos os casos, o recurso é adotado para trazer agilidade e eficiência a processos diários da área. Para isso, o mecanismo desempenha funções de suporte. Uma das atribuições possíveis é o apoio à pesquisa.

Na rotina de um advogado, o levantamento de casos, decisões e jurisprudências é uma atividade fundamental. No entanto, a pesquisa exige tempo e pessoas, que ficam encarregadas de buscar e analisar as informações. Dá para imaginar o quanto esse processo, tão importante, pode ser demorado.

Com o avanço da digitalização e o desenvolvimento de instrumentos de automatização, essa função não precisa mais ser delegada a profissionais. Aliás, foi exatamente para executar atividades de pesquisa que o primeiro robô advogado do mundo, o Ross, foi contratado, em 2016.

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Criado pela Ross Inteligences, o robô não se limita apenas à execução de buscas das informações. Ele interpreta os dados que acessa, seleciona trechos importantes dos documentos que analisa e interage com equipes de advogados, respondendo dúvidas e comentando os casos.

Na prática, o Ross auxilia as equipes jurídicas a encontrarem os melhores dados e argumentos para processos nos quais estão trabalhando. Em entrevista ao jornal The Washington Post, Andrew Arruda, executivo-chefe da Ross Intelligence, afirmou que o objetivo da empresa é que o robô esteja presente em todos os escritórios de advocacia do mundo.

É impossível ter a certeza de que todos os escritórios adotarão exatamente essa tecnologia. Mas um fato é certo: a prestação de serviços jurídicos está sendo fortemente impactada pela transformação digital — e os robôs advogados vão se tornar mais presentes nas empresas do ramo.

Como essa tecnologia vem transformando os processos?

Os robôs advogados também já estão ocupando funções em escritórios e no judiciário brasileiro. A iniciativa de maior destaque foi a criação da Dra. Luiza, considerada a primeira robô advogada do Brasil. Desenvolvida pela Legal Labs, ela executa uma série de atividades voltadas para a análise de dados. Além disso, tem capacidade de aprendizado contínuo, melhorando o potencial de entrega de resultados com o tempo.

Entre as funcionalidades da máquina, a empresa destaca:

  • compartilhamento de modelos de peças jurídicas;
  • apoio de inteligência artificial ao peticionamento individual e em bloco;
  • utilização de dados internos para apoio na geração de peças jurídicas;
  • extração de dados de bancos públicos e comparação com as bases de dados internas;
  • acompanhamento de resultados e visualização do estado do processo;
  • painel de controle.

Mas o mais interessante é saber como o trabalho da Dra. Luiza está impactando o mercado. Para isso, vamos contar um pouco sobre o desempenho da robô no setor público. A primeira grande tarefa dela começou em 2017 junto à procuradoria do Distrito Federal, tendo como atribuições fazer peticionamento automático, gestão de processos jurídicos e acompanhamento de resultados.

O professor de Direito da Universidade de Brasília (UnB) e fundador da Legal Labs, Ricardo Fernandes destacou que, em uma semana, a Dra. Luzia gerou 668 petições de um total de 773. Quase todo o trabalho de elaboração das petições foi feito pela máquina, sobrando para a equipe jurídica fazer a conferência das peças.

Como funciona a inteligência artificial na advocacia?

O desempenho da Dra. Luzia demonstra o quanto a advocacia pode ser afetada pela inteligência artificial. Mas você deve estar se questionando se a tecnologia pode, de fato, levar vantagem sobre o trabalho humano. A resposta é sim. Um estudo publicado pelo Fórum Econômico Mundial concluiu que uma máquina consegue ter uma performance melhor do que a de advogados na realização de revisão de contratos.

Para chegar a essa conclusão, foi feita uma comparação entre inteligência artificial e 20 advogados. Todos tinham o desafio de avaliar riscos contidos em cinco contratos de confidencialidade. A máquina atingiu um nível de 94% de precisão contra 85% na média dos humanos.

O tempo para execução da tarefa também foi observado. Enquanto o sistema de inteligência artificial concluiu a análise em 26 segundos, os advogados levaram, em média, 92 minutos. A pesquisa serve para exemplificar o impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho e na forma como as empresas e governos prestam serviços jurídicos.

Afinal, os robôs vão substituir os advogados?

Com o processo de evolução tecnológica em curso, a dúvida inevitável é se os robôs advogados vão substituir os profissionais. Em parte, isso deve ocorrer. Conforme um estudo da McKinsey, 23% dos trabalhos jurídicos têm potencial para serem automatizados. Ou seja, praticamente um quarto das funções exercidas atualmente pelos advogados poderá ser transferida para as máquinas.

Por outro lado, existem aspectos em que o profissional ainda é insubstituível e é nesses pontos que você deve se concentrar. Mas quais seriam eles? O primeiro destaque vai para o relacionamento com os clientes. É preciso estar preparado para compreender suas necessidades e angústias para oferecer um serviço qualificado. Atualização e capacitação profissional, portanto, são indispensáveis.

Ainda na parte do atendimento ao cliente, vale destacar que diversificar seus serviços pode ser um diferencial. Outra atividade que ainda está preservada é a atuação nos tribunais — mas certamente o advogado robô estará dando suporte nos bastidores.

Quer saber mais sobre a revolução que está sendo promovida pelos robôs advogados? Então permaneça no nosso blog e conheça os desafios da transformação digital para os advogados.


José Carlos Braga Monteiro

Detentor das empresas Studio Fiscal, Studio Law, Studio Brokers e E-Fiscal, o Grupo Studio apresenta serviços corporativos inteligentes com uma expertise de mais de 18 anos. Presente em todo o território nacional através de seus franqueados e aliançados, o Grupo apresenta uma grande sinergia quanto aos seus modelos de negócio.