O intercâmbio cultural e suas repercussões no mundo dos negócios

Com a globalização, empresas de diversos países, de todos os lugares do mundo, passaram a negociar entre si e comercializar produtos e serviços. Os aspectos da cultura dos países, como os valores, costumes e princípios, refletem no mundo dos negócios. Portanto, para este intercâmbio cultural-corporativo, é extremamente importante buscar conhecer outras culturas, e estar atento à economia e política mundial. 

A preocupação em aprender mais sobre os principais aspectos culturais, dos países com os quais se negocia, é sinal de respeito com empresários e investidores que possuem diferentes visões de mundo e de negócios. Conhecendo melhor essas novas culturas, o contato inicial e o diálogo entre empresários se torna mais fluido e amigável, aumentando as chances de realização de acordos comerciais. 

É fundamental que estereótipos não sejam criados, e que os atuantes da economia globalizada estejam abertos a aprender novos costumes e hábitos, favorecendo as negociações. À medida que a atuação de uma empresa se expande, ultrapassando fronteiras, o planejamento de ações voltadas ao viés cultural torna-se essencial, pois prepara os empresários para o diálogo, garantindo uma experiência completa. 

Cada cultura corporativa e negocial é fruto de costumes transmitidos através de inúmeras gerações, que resultam em convicções sólidas, que repercutem na atividade empresarial de cada país. 

Por meio da economia globalizada, encontra-se a possibilidade de concepção de padrões de comportamento para os negócios, que consiste no equilíbrio entre diferentes culturas. Neste artigo, veremos a importância de conhecer a fundo novas culturas, e como esta prática beneficia o mundo dos negócios, que se torna mais integrado e inclusivo.

Conhecendo novas culturas no mundo dos negócios

Considerando a universalidade de culturas, línguas, costumes e formas de governança, quando uma empresa decide negociar com investidores de outros países, a observância dessas questões culturais é obrigatória, pois definirá o sucesso das negociações. 

A dinâmica política e econômica desses países também deve ser objeto de estudo, pois estar atualizado sobre os principais acontecimentos destas regiões fará com que os empresários se preparem melhor para as viagens de negócios, favorecendo o intercâmbio de culturas e ideias. 

A grande vantagem na negociação comercial entre empresas de diversos países é o aproveitamento dos pontos fortes e positivos de cada cultura envolvida nesse processo, que resulta em uma nova cultura, advinda da fusão de outras, e que passa a ser adotada como um padrão, para facilitar e propiciar a integração econômica mundial, através de acordos vantajosos e duradouros.

Divergências culturais são comumente encontradas quando países distintos decidem negociar. Em um cenário favorável para possíveis conflitos, é muito importante saber contornar estas diferenças e dialogar de forma pacífica, por meio do respeito mútuo e da aprendizagem compartilhada.

O modelo de Lewis sobre culturas cruzadas

Richard D. Lewis é um dos grandes linguistas e estudiosos da Grã-Bretanha, que viajou por centenas de países, na busca por conhecer a fundo as culturas de cada um destes povos. 

Autor do livro “When Cultures Colide”, Lewis traçou perfis específicos para cada país que viajou, compreendendo suas principais e mais relevantes características. Com este feito, seu objetivo foi desenvolver padrões de conduta, que simplifiquem o processo de negociação entre líderes de diferentes nações. 

Em seu livro, Lewis ensina, de forma categórica, como governantes, líderes e empresários de outros países devem negociar entre si, apesar de suas diferenças culturais.

Lewis explica que cada nação exerce sua soberania política e cultural, e que seu povo segue suas próprias normas, pois são frutos dos ensinamentos culturais e dos costumes transmitidos ao longo de gerações. Logo, é esperado que certos traços culturais, vindos de diferentes países, não sejam bem recebidos, dada a sua subjetividade. 

As três classificações culturais feitas por Lewis

Diante da variedade cultural existente, na tentativa de compreender e identificar cada grupo de culturas, Lewis criou três classificações culturais: os lineares ativos, os multi-ativos e os reativos.

Lineares ativos

Esse grupo cultural é caracterizado por sua organização e planejamento. Os lineares ativos executam uma tarefa de cada vez e prezam pela alta qualidade em seus resultados. 

São tecnicamente competentes e se guiam por meio da razão, buscando sempre alcançar o máximo de seus potenciais, tanto intelectual, quanto produtivo. Exemplos de países que se enquadram na classificação dos lineares ativos são: Suíça, Alemanha, Estados Unidos e Noruega.

Multi-ativos

Os multi-ativos são comunicativos e extrovertidos. São altamente guiados pela emoção, e carecem de uma figura para servir de exemplo. Por meio da capacidade de persuasão, é possível dialogar de forma aprofundada com os multi-ativos, que são abertos às novas ideias e relacionamentos. 

Os multi-ativos tendem a se comprometerem com aquilo que consideram ser mais importante e atrativo. Portanto, para o mundo dos negócios, é necessário saber conquistar a atenção dos multi-ativos, para que eles abracem a ideia de um novo empreendimento. Exemplos de países que se encaixam na categoria de multi-ativos são: México, Brasil, Peru, Bolívia, Itália, Espanha, Venezuela e Colômbia. 

Reativos

Por sua vez, os reativos prezam pela reciprocidade, cortesia, respeito e hospitalidade. São abertos a ouvir sobre novas ideias, mas analisam meticulosamente uma proposta de negócio. 

São racionais e trabalham bem em equipe, e valorizam o contato direto com seus parceiros, utilizando-se, inclusive, da linguagem corporal. Alguns dos países que são categorizados como reativos são: China, Japão, Tailândia e Vietnã. 

Lewis enfatiza, portanto, que estes comportamentos são passíveis de previsão e gerenciamento, de acordo com as intenções de quem deseja negociar com estes perfis culturais. 

Essa análise prévia sobre a cultura e o comportamento de cada país, em relação aos negócios e outros aspectos gerais, irá direcionar empresários e investidores, no momento de escolher um país para tentar realizar negociações. 

É de extrema importância optar por uma nação que esteja, de fato, aberta a um modelo específico de negócio, e que se encontre em consonância com seus valores e princípios político-culturais. 

Aplicando a prática da aprendizagem sobre novas culturas

Caso uma empresa deseja expandir sua atuação e conquistar novos mercados, no cenário internacional, é imprescindível que adotem um planejamento de aprendizagem sobre novas culturas, como forma de se preparar para as negociações e o diálogo com outros países. 

A conscientização sobre o respeito às diferenças culturais deve ser repassada a todos os colaboradores da empresa, que atuarão nesse processo, representando os interesses econômicos de sua nação.

Em uma negociação internacional, diferentes traços políticos e culturais estão envolvidos e, para que o acordo seja favorável a ambas as partes, ajustes devem ser feitos. Portanto, é necessário que todos os envolvidos neste diálogo saibam ceder e respeitar as visões de cada um, favorecendo, assim, toda a economia global. 

Além do conhecimento sobre as diferentes culturas, para ter uma boa performance no mundo dos negócios, é fundamental estar atento aos principais acontecimentos do contexto político e econômico de cada país. Dessa forma, para se preparar melhor, deve-se adotar como hábito a leitura dos principais noticiários mundiais, com a finalidade de compreender o momento que cada nação vive atualmente.


SUGESTÃO DE ARTIGOS

Gestão de escritório de advocacia

Advocacia 4.0: como se destacar e lucrar mais neste meio

SUGESTÃO DE VÍDEOS

Quais os riscos em utilizar CNAE errado?

Como o setor de serviço pode pagar menos imposto?

 

Artigos relacionados

Você também pode estar interessado

Hot daily news right into your inbox.